sábado, 5 de setembro de 2009

Imagem e Reflexão

Hoje à tarde, sábado, dia de relaxar, estava eu arrumando meus arquivos acadêmicos. Minha irmã ao meu lado fazendo as unhas e vendo Luciano Huck. Até que, na parada para os publicitários (Ui, perceba o termo), anuncia o filme da Sessão de Sábado: Mulheres Perfeitas. Antes de mais nada, um parênteses... (Não é muito legal ver filmes nessa sessão porque eles cortam demais. E outra: Não tem mais tecla SAP para assistir no audio oiriginal. Enfim... fecha parênteses...).

O Filme eu já tinha visto, mas não me lembrava de muita coisa. Porém lembrava de sua temática principal. Esta me fez refletir.

Refletir? Claro! A película tem sua "casca" de filminho básico, bonitinho. Mas não é bem assim. De um modo leve e metafórico, o roteirista fez uma crítica contundente à sociedade moderna.

Somos condicionados a ir em busca da perfeição. E quem é esta? Quem a estabelece? Ela realmente existe?

Não, ela não existe, pelo menos entre nós humanos. Não é a toa que o "plano" de construir uma sociedade perfeita não dá certo. A personagem de Nicole Kidman, inclusive, fala: "Isso é muito estranho, está tudo tão perfeito!"

No fim da história é explicado o porque da criação desse universo magnífico. Mas não nos prendemos ao enredo em si, mas no que podemos extrair dele.

Argumenta-se, também, no filme, sobre o machismo. O mais interessante é que este atingiu principalmente uma mulher. Esta, potencialmente ativa na sociedade, inteligente e pró-ativa, decidiu largar sua vida de independência e viver "às custas do marido", por motivos pessoais. Escolheu largar uma realidade para viver de um sonho. Na verdade, viver em uma realidade que era como um sonho, um tanto artificial e forçada. É melhor ter uma vida com seus defeitos, mas que seja real ou viver em mundo de perfeição mas com um caráter mascarado? Se esse mundo de perfeição, por trás, tem uma artifício de maquiagem da sua real feição, ele pode ser perfeito? Nós almejamos tanto o perfeito que acabamos por tornar a rotina artificial (e imperfeita) em busca de algo que não se obterá.

Nunca chegaremos plenamente ao perfeito. Nós lutamos e corremos atrás deste. Através de aprendizados e do amadurecimento, chegamos perto dele, mas nunca nele. É como a cenoura na vara da felicidade. Falando nela, será que a felicidade, então, seria nosso modo perfeito de viver? Será que por isso nunca chegamos nela plenamente? Eis a questão!

2 comentários:

Cecí disse...

ô Flavitcha que é isso?

Se sabe que é uma regravação de um filme de 1975 The Stepford Wives, com a menina-mulher que faz Elaine na Primeira Noite de um homem? O de 1975 é bemmmmmmmmmm melhor!!!!!!!

Mas tem a Glen Close vai!

Renata disse...

Fazer a unha vendo Luciano Huck? hahauauhauahuahuahuah

adooooooooro

adorei o textinho..!
arrasas sempre!
huhuuhuh

:*